quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Em São Paulo, 11 da manhã

Após um vôo cansativo mas tranqüilo, chego finalmente a Sampa para esperar minha conexão para Brasília. Detalhe: o avião pousou às 8h30 da manhã, até me desvencilhar de alfândega e imigração, mais uns 40 minutos, esperar pelo vôo para Brasília, mais umas seis horas (sim, sim, meu avião sai às 15h. Que lindo).

Tentei trocar de vôo, mas tinha multa para pagar: merda.

Decidi ir comer, deixar a bagagem estocada e tentar matar o tempo.

Saí de Nova York ontem às 21h30 (horário de lá; aqui: 23h30), isso depois de chegar em cima da hora, já que a bosta da van que ia me pegar atrasou. Passei incólume pela alfândega americana (curiosidade: tive que tirar os sapatos para que os gringos pudessem analisar suas entranhas pelo raio-X e fui avisado que era melhor beber a água que carregava, já que ela não poderia passar daquele ponto) e fui para a sala de embarque, onde bati o recorde do Free Shop, menos de 3 minutos para achar e pagar os bens sem taxa.

Minha poltrona era a última do avião, mas a do lado estava vazia e era perto do banheiro. Bueno.

Para minha surpresa, encontro na aeronave o Honorável Ikeda, que vinha de Tóquio com a família. Excelente, já tinha com quem conversar nas 9 horas de vôo.

A meu lado, pulando uma cadeira, estava um gaúcho que vinha da China, já batendo as 36 horas de comida de avião. Ficamos conversando e logo apareceu uma garota do Espírito Santo, que era cantora e estava voltando de algumas apresentações na gringolândia. Em pouco tempo Honorável Ikeda se junta a nós e tomamos conta do fundo da aeronave. Conversamos por horas, até a chefe dos comissários exigir nossa dispersão. Ok, quem sabe dava para dormir um pouco. Eu consegui: 20 minutos de sono.

Acordei após essa farta chapada e fiquei esperando o café-da-manhã (aliás, a janta foi boa: carne com talharim) que estava muito bom.

Viajar pela JAL é excelente, quer dizer, quase excelente: gente do meu tamanho sofre viajando na classe econômica. Porém o tratamento é excelente, o rango é bom, tem TV na poltrona, com videogame, e toalhinha quente para limpar as mãos antes da bóia.

Consegui passar pela aduana alviverde na boa e agora só me resta aguardar o embarque, progredir para o Planalto Central, rumar para casa, tomar um banho e dormir até a sexta-feira.

That's all...................

Oam Patapai

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Bye-bye New York bye-bye

It`s time...........

Ja fiz o check out do hotel, e agora e so esperar ate as 18h para pegar a van para o aeroporto. Depois, esperar ate as 21h25 para levantar voo, chegar em Sampa umas 10h da manha, aguardar o voo para Brasilia e sabe-se la que horas estarei em casa. No meio da tarde com certeza.

Ontem fiz minha ultima maratona pela cidade, atras de uma "interface de audio" para o Darth Capa. Ele me garantiu que tinha em qualquer loja da Apple. Garantiu errado.

Fui de metro ate a loja da Apple na quinta avenida e, obviamente, comeca a chover assim que saio para a rua. Chegando la, nao tinha a porcaria da "interface". fui mandado para a Sam Ash, alguns quarteiroes abaixo: na chuva.

Desci a quinta avenida num frio do caralho, com uma chuva fina e incomoda, e amaldicoando as proximas 20 geracoes de Darth Capa. Nao estava mais aguentando de frio e de fome, entao entrei num lugar que parecia acolhedor e fui almocar por conta de Darth Capa. Era um self service bem legal e me entupi de carne e macarrao. Quando abandonei o local aquecido, a chuva ja tinha parado. Entao fui atras da tal "interface": comprei e me mandei, fugindo do frio como dava.

De volta ao hotel, descobri que precisava de outra mala para carregar o butim para casa. Sai e comprei uma mala de 40 lascas numa loja perto do hotel. No quarto, percebi que a mala ainda era pequena. Voltei e troquei por uma maior, mas com o mesmo preco. Mais tarde tomei minhas ultimas Guinness num pub perto do hotel (King`s Head Tavern) e fui ate a Virgin Megastore la pela meia-noite tentar achar um jogo para PS3, mas nao estava a disposicao ainda.

Agora, vou tentar achar o tal game e procurar um lugar para almocar. E ficar enrolando ate a hora de pegar a carona pro JFK.

E isso ai escoria, ate a volta...

Oam Patapai

terça-feira, 21 de outubro de 2008

New York New York is a helluva town

E isso ai; 33 horas e contando. Meu ultimo dia em Gotham. Tentar comprar as encomendas que faltam e dar adeus as ferias. Back home soon.

Ontem rodei horas tentando achar uma mochila para Mr. Nascimento, mas nao achei nada que se encaixasse nas rigorosas especificacoes. Ultima chance e hoje.

Daqui a pouco vou atras de alguns jogos de PS3 para o Dr. Cueca e do novo do AC/DC para mim. Ah, e, e claro, procurar o DVD do Paul Stanley, que deveria ser lancado hoje.

Ontem tentei ir a um clube de jazz, mas quando cheguei la o preco do ingresso era um pouco salgado (50 crucrus gringos) e bati em retirada. Infelizmente fica para a proxima (quem manda gastar demais antes).

Fiquei dando umas voltas pela Times Square, olhei umas lojas, comprei umas lembrancas para o povo de casa e fui tomar umas cervejas perto do hotel.

It`s time to go...

Oam Patapai

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Monday Monday

Segunda-feira na Grande Maca...

A semana comeca calma por aqui. Ainda tenho que encontrar algumas encomendas antes de partir na quarta-feira.

Ontem havia decidido ir ao Minton`s Playhouse, uma casa de jazz no Harlem. Ate ai tudo bem. Perguntei se era seguro ir e o cara do hotel disse que ate umas 22h estava tudo bem, desde que fosse de taxi.

Entao, sai do hotel umas 19h30, par apegar o set das 21h, e fui de metro ate a rua 96 (economia) para pegar um taxi ate a rua 118, endereco do clube.

O Harlem realmente e outro mundo: quase que somente afro-americanos na rua, so vi um ou dois tipos que destoavam do cenario.

Bom, desci do taxi em frente ao clube, que estava com o letreiro ligado, e (idiota) dispensei a conducao. Resultado: o clube estava fechado (nota mental: e bom ligar para os lugares antes de ir). A rua era um pouco deserta, e la estava eu, perdido no Harlem. Tentei incorporar o tipico cidadao local (ra, ra, ra...) e parti em busca de outro taxi. Devo ter ficado uns 15 minutos no Harlem, mas tudo bem.

Desci de taxi ate a rua 50, pela quinta avenida, e fui perambular pela cidade e procurar alguma coisa para comer.

Parei em frente ao Radio City Music Hall e decidi comer um PF na rua. Achei uma carrocinha que vendia Halal, que e simplesmente carne na chapa (lamb or chicken) com arroz e salada. Me sentei na praca em frente e comecei a comer. Mal havia dado umas garfadas, o frio foi aumentando e comecou uma ventania gelada que simplesmente congelou minhas maos: tava ficando dificil comer.

Procurei um lugar menos glacial e terminei o rango do jeito que deu. Sai desesperado atras de um taxi e voltei para os lados do hotel. Desci perto de um pub (King`s Head Pub) perto do hotel e depois de tres Guinness ja me sentia melhor. Sai, comprei um "balde" de chocolate quente (exatamente como este que consumo agora) e fui dormir.

O frio esta de rachar, e isso e so o outono...

Bye,

Oam Patapai

domingo, 19 de outubro de 2008

Time is running out

Pois e, pois e.......

Mais alguns dias e a odisseia nova-iorquina vai para a cucuia. Fazer o que?

Ontem, assim que deixei esta birosca (uma mistura de banca de revistas, tabacaria, cyber-cafe...) e me dirigia ao metro mais proximo, uma surpresa: um sujeito desesperado aparece da esquina, correndo feito doido, com um tira (the New York Finnest) colado no vacuo. O maluco entrou com tudo no meio da terceira avenida (fodam-se os carros) mas foi capturado antes de alcancar o outro lado. Infelizmente, ate tirar a camera do bolso e liga-la, ja tinha perdido a perseguicao, mas filmei o cara sendo algemado, de cara no chao.

Foi realmente inusitado, e causou certa comocao nos transeuntes. Um sujeito a meu lado disse que fazia muito tempo que nao presenciava algo do tipo.

Apos a pausa cinematografica adentrei as instalacoes do metro e fui direto para o Museu de Historia Natural, que tem uma entrada que fica na propria estacao do metro.

Depois de algumas horas percorrendo o museu (e puto porque algumas das melhores partes estavam interditadas para um "private event"), tirando fotos e tentando evitar as lojas espalhadas estrategicamente (tem tanta coisa legal que da para pirar) tomei novamente o metro e fui em direcao ao evento da noite: The Buddy Rich Memorial Concert.

A bagaca seria no Hammerstein Ballroom, na rua 34, mas simplesmente nao havia uma placa indicando o local exato; tive de deduzir que era no Manhattan Center, what the hell......

Cheguei cedo para fazer o reconhecimento da area e enquanto esperava conheci um sujeito que, pelo jeito falastrao (ele que veio puxar papo), pela cara e pelo sobretudo, devia ser italiano, ou melhor, descendente de italianos.

O sujeito, Bob, tinha cara de mafioso e chegava a ser caricato; mas nao como um chefao, gordo e suarento, ele era magro e mais parecia aqueles capangas, mafiosos de segundo escalao, que saem para cobrar protecao dos incautos.

Conversa vai, conversa vem, ele me apresenta a esposa e o filho adolescente. O Bob disse que tocava bateria e conhecia metade dos musicos de Nova York, mas estava parado ha algum tempo. A esposa, Martha, era do Arizona e, pasmem, havia se graduado em Lingua Espanhola, com segunda opcao em Portugues. Havia algum tempo que nao falava em portugues, mas ainda lembrava alguma coisa.

Depois de muita conversa jogada fora, deixaram-nos entrar e parti para encontrar meu lugar comprado com antecedencia, bem caro, alias, e, para minha estupefacao, era simplesmente o pior lugar da casa: havia uma coluna entre meu assento e o palco. Puta que pariu...

O lugar era num camarote, na lateral da plateia. Em tese, era um otimo lugar, pois o palco deveria estar a poucos metros dali, contudo, o palco havia sido recuado para que coubessem mais cadeiras em frente ao mesmo. Resultado: a galera dos camarotes se fudeu.

Um americano que estava com o filho ficou puto e foi reclamar com o gerente do muquifo. Um casal de americanos, quando ficou sabendo que eu era do Brasil e tinha ido ate la so para ver o show (mentira, e claro) se dispos a trocar de lugar comigo, mas recusei. O gringo que tinha ido reclamar voltou com boas noticias: nao dera lotacao esgotada, entao, quem quisesse descer e procurar um lugar vazio na plateia, estava liberado. Obviamente desci.

Arrumei um lugar decente e esperei o show.

Comecou com Tommy Igoe, batera de jazz, tocando alguns numeros com a big band. Depois, entrou John Blackwell, um negao que detonou com tudo, tocando rapido e bem pesado, ralmente muito bom. A seguir, um ganhador de um concurso de bateria que esqueci o nome, boa performance. Apos rapida arrumacao, o negocio comeca a ficar serio: Terry Bozzio vem com Efraim Toro na percussao e bota pra fuder. Incrivel, e mais incrivel ainda ver o Bozzio num kit de tamanho relativamente normal.

Apos um pequeno intervalo, o neto do Buddy Rich chea para mostrar servico: toca bem, mas nao da pra comparar com o resto da gang.

Surpresa na noite: Peter Erskine aparece de repente e brida a plateia com uma performance rapida.

Em seguida, Chad Smith, do Red Hot Chilli Peppers, aparece para uma versao big band de Dani California, seguida de uma inimaginavel versao de Hocus Pocus, do Focus. Excelente.

Mais um numero e entao Chad Smith cede lugar ao mais esperado baterista da noite: Mr. Neil Peart.

O senhor Peart tocou quatro musicas, tres musicas do repertorio do Beddy Rich e encerrou a noite com YYX estilo big band. That`s a perfect night...

Apos o show, que terminou por volta das 23h30, apanhei um pouco mais do metro (esperei bastante por um trem que so passa ate as 23) e consegui chegar ao hotel (comida tailandesa para rangar no quarto e duas latas de coca-cola).

Hoje devo ir ate o Harlem, ate o Minton`s Playhouse, e pegar um showzinho de jazz.

Mas isso e para a noite, agora vou perambular por ai, depois de comer um shrimp creole no Joe Junior Restaurant, na rua 16 com a terceira avenida.

See ya...

Oam Patapai

sábado, 18 de outubro de 2008

Autumn in New York

Sarava,

Parece brincadeira, mas o clima aqui virou em questao de horas, esta cada vez mais frio. Ontem, quando sai do hotel, ja estava complicado, e foi piorando durante o dia. No meio da tarde fui parar no Central Park para dar uma volta e, se nao fosse o sol em alguns trechos, acho que congelaria.

Fiquei enrolando pelo parque ate umas 16h, e dai desci para o Birdland, um clube de jazz que tem uma "matine" na sexta-feira com The Birdland Big Band with Tommy Igoe. Esse Birdland, na verdade, e quase uma "franquia", o Birdland original ficava no numero 1678 da Broadway, e foi fechado em 1965. O novo abriu em 1986, eu acho, e agora, depois de mais uma mudanca, fica na rua 44, entre a oitava e a nona avenidas.

O show foi excelente, e fiquei assistindo do balcao, tomando cerveja bem ao lado da banda. O lugar e pequeno (lotacao: 238 pessoas) mas bem legal. Foram dois sets de aproximadamente 45 minutos, comecando 17h15 e terminando 19h. Quem quisesse ficar para os proximos shows (acho que ainda teriam uns dois, com outros artistas) teria que pagar entrada novamente. Cai fora e, em meio a um frio do cacete, fui para o hotel, parando apenas para comprar um rango (KFC). Tinha decidido ir a algum pub por perto, mas o frio e o orcamento estourado me convenceram a abortar a missao. Esperei pelo sabado no quarto, comendo frango me fascinando com os canais a cabo da cidade: descobri um programa local onde um coroa (o nome e Harvey) fica falando sobre ETs e lendo noticias sobre conspiracoes do governo e sobre invasoes extraterrestres (quando parei no canal, ele estava dando a "receita" para construir um espelho de metal liquido que se comunica com outras dimensoes...). O melhor: ele atende ligacoes...algumas hilarias, principalmente quando alguem liga para esculhambar o sujeito. Ontem ele atendeu um cara com voz de robo...excelente...e depois um cara ligou de alguma festa, pois tinha uma galera rindo no fundo... um fim de noite inusitado realmente...

Hoje sai para comer alguma coisa e tive que voltar para pegar mais um casaco. Frio para caralho ou mais...

Daqui a pouco vou para o Museu de Historia Natural, e de la me encaminharei para o Tributo a Buddy Rich, com o Neil Peart, o cara do Red Hot Chilli Peppers e, para minha surpresa, Tommy Igoe and The Birdland Big Band.

See you later...

Oam Patapai..................

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

New York State of Mind

Alo, alo, cambio...

Bom, depois de alguns dias de atividades peripateticas em Gotham, acho que ja estou entrando no espirito nova-iorquino, ou seja, ja me imponho ao trafego como os nativos e aprendi a andar por ai com aquele impeto e a certeza absoluta de onde vou (os nativos nao parecem andar a esmo: observando-os percebe-se pela atitude que todo mundo sabe absolutamente para onde vai, e sempre tentando chegar ao destino o mais rapido possivel).

Ontem cai na besteira de visitar uma Virgin Megastore e estourei meu orcamento: de novo. A oferta de dvds era absurda e nao me contive: gastei mais que o necessario. Agora vou ter que segurar um pouco a onda.

Ontem tambem fui ao Nokia Theatre pegar um show do Iced Earth. O local e muito legal, com infra-estrutura de primeiro mundo e a eficiencia americana na organizacao; bem diferente do B.B. King, que e um bar (mas tambem e legal).

Chegando la, fui informado que, se quisesse beber alcool, deveria pegar uma pulseira (aquela tradicional fita de papel). Ok, ok, ate ai tudo certo, mas eu TIVE que mostrar meu passaporte para provar que era maior de 21 anos...incrivel, mas, aparentemente, aqui na gringolandia regras sao regras...

O show em si comecou por volta da 19h20 com a primeira banda de abertura: Saviour, da California, que faz um thrash bem decente e tem um show bem profissional (o vocalista, de vez em quando, queria muito soar como o James Hatfield de uns 20 anos atras, mas ok). Foi divertido e ajudou a esquentar o publico.

Depois chegou a vez do Into Eternity, uma banda do Canada, que faz um som bem "misturado", com diversas influencias, por isso copiei esta "definicao" que segue da Wikipedia: "Fusing elements from across the spectrum of metal, including classic or melodic metal styling, thrashing riffs, power metal-style clean vocals, high and low-pitched death growls, fast tempoed death metal drumming with blast beats and sometimes all layered with acoustic guitar playing. Into Eternity provides a sound that is rather difficult to describe, but the most common description of Into Eternity's music is progressive death metal." (Se virem para entender).

A apresentacao foi muito boa, os caras tem competencia, carisma e o show ajudou ainda mais a preparar o clima para os headliners (os guitarristas tocam muito).

As 21h30, mais ou menos, finalmente o Iced Earth sobe ao palco. Infelizmente so conhecia uma musica do show, aquela balada que agora me foge o nome (seria Melancholy?) e que foi tocada no bis.

O "concerto" em si foi muito bom, o publico (mais de 1.000 pessoas com certeza, o local comporta umas 2.000 e poucas pessoas, nao estava lotado mas era bonito de se ver) estava alucinado e cantou tudo. Os caras sao excelentes e o vocalista que foi e voltou, Matt Barlow, cantou para caralho ou mais. Excelente fim de noite.

O cara que organizou o show e um tal de Eddie Trunk, um locutor/radialista de Nova York que ja ha bastante tempo, uns 20 anos, vem promovendo e mantendo vivo o heavy metal/hard rock na cidade. Ele tem um programa que pode ser ouvido pela internet. Ele esta sempre entrevistando uma galera conhecida: os caras do Kiss, do Overkill, do Anthrax, Dee Snider, Dio etc.

Para minha surpresa, ao sair do teatro fui envolvido por um frio do cacete. Ate aquele momento, estava peregrinando pela cidade apenas de camisa, afinal o outono parecia meio preguicoso. Na realidade estava quente, e nos primeiros dias eu saia carregando uma mochila com um casaco dentro, que se mostrou inutil e desconfortavel com o tempo, logo sendo deixada no hotel. Big mistake.

Estava tao frio (para meu padrao tropical) que nem tentei disputar um taxi com as centenas de pessoas que abandonavam os teatros nas imediacoes: entrei na primeira estacao de metro que achei e voltei para o hotel, parando apenas para uma refeicao quente no caminho (chicken a la king, precedido por uma providencial cumbuca de sopa).

E isso ai, passem bem...

Oam Patapai.......................

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Nada como um dia apos o outro

Pois e, pois e...

Ontem, depois de um giro mais controlado pela cidade (almoco: penne, com camarao, molho de tomate e manjericao - excelente - num dinner qualquer perto da Broadway), procurando as inevitaveis "encomendas" (tentei pegar o metro pela primeira vez e, obviamente, embarquei para o lado errado, indo parar no Queens..... ah, turistas.........), fui conferir Kamelot e Edguy no B.B.King.

O show de abertura foi de uma banda americana, acho que o nome e Artic Fire (ou algo parecido). Bem fraquinha (eu disse BEM fraquinha), musicas obvias e arranjos idem. A galera ate que colaborou, mas fiquei um pouco constrangido pelos caras.

E o pior foi que na sequencia entrou o Edguy: ai eu fiquei com pena dos americanos. So conheco um cd do Edguy, que acho bem legal, mas o show foi muito bom, apesar de curto (uns 50 min/ uma hora) e do vocalista ter perdido muito tempo antes da terceira musica botando a galera para cantar/gritar sob sua regencia.

Os alemaes sao muito bons no palco e o vocalista, Tobias Sammet, leva bem a galera, tem carisma e sabe o que faz. havia muitos fas dos caras, o local estava bem cheio, legal de se ver.

Mas ai as coisas decairam. Nao conhecia nada do Kamelot, mas achei muito chato, muito "gotico" para meu gosto simplorio.

Eles bem que tentaram, a galera curtiu muito, cantando as musicas, mas nao me comovi, nao teve jeito. Aguentei o que pude: o vocalista fantasiado de playboy paquistanes, uma mina que so fazia ahhhs, uhhhs, ais etc, aquela "cama" de teclado onipresente, e quando o vocalista disse que "ia tocar uma musica triste, quer dizer, todas as nossas musicas sao tristes, mas essa e a mais triste de todas", eu entendi que era a senha para cair fora, afinal ja estava meio bebum (Guiness e Bud) e faminto.

Sai para rangar no Hard Rock Cafe (New York Steak e uma Coca bem gelada) e depois fui direto pro hotel. Mas hoje tem Iced Earth, fazer o que.......

Oam Patapai

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Hoje tem Metal....................

Hoje e dia de show: Kamelot e Edguy, conheco pouquissimo das bandas mas vou dar uma olhada. Vai ser no mesmo lugar do Uli Jon Roth, mas acredito que hoje nao havera mesas.

Amanha tem Iced Earth no Nokia Theatre, na Broadway. Tambem vou checar.

Antes disso, tenho algumas encomendas para encontrar: boa desculpa para perambular por ai. E por falar em andar, na segunda-feira resolvi ir andando do hotel ate o Metropolitan Museum: tres horas e mais de 60 quarteiroes depois, cheguei ao meu destino. Fiquei quase ate a hora de fechar e mesmo assim nao vi muita coisa. Devo voltar em breve, de metro. Alias, a volta para o hotel foi de taxi, afinal...

Saudacoes, ou Oam Patapai...............

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Dia de show: Uli Jon Roth em Nova York

Bom, confira a repostagem, mais completa, no dia 27 de novembro.

That's all...

Back in the New York Groove

Greetings...

Como prometido, estou reescrevendo meus posts nova-iorquinos, agora com mais detalhes. Confiram acima o novo e melhorado informe.

Oam Patapai

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sons das páginas

(Esse texto foi "publicado" originalmente no blog Palavras Gentis, nos idos de 2003. O que segue é uma versão revisada.)

Jack Kerouac dizia que escrevia como um músico de jazz, como Charlie Parker improvisando um longo solo que corria pelas páginas brancas, fluindo como um rio que seria a própria vida. Ernest Hemingway teve seus contos comparados a pequenas peças de câmara, perfeitas e contidas, que mais insinuariam do que revelariam. Charles Bukowski escrevia ouvindo música clássica mas, pelo menos para mim, seus contos parecem remeter àqueles bons e velhos rocks de três minutos: simples na "aparência", porém enérgicos e extremamente divertidos.

A música e a literatura parecem correr juntas muitas vezes, com "correntes" ou "movimentos" de ambas se encontrando e se influenciando (mesmo que indiretamente) nessa batida diária que as pessoas chamam de vida, essa eterna corrida para alcançar o sol, como já dizia o Pink Floyd.
Bom, mas por que esse rodeio todo, essas elucubrações? A intenção é simplesmente a de falar de dois livrinhos com os quais esbarrei há algum tempo e que me agradaram bastante, seja pela secura e o minimalismo de um deles, seja pelo lirismo desesperado e inocente do outro.

O primeiro deles tem o título curioso de "Mas não se mata cavalo?" e é de autoria de Horace McCoy. A secura e a objetividade do texto são as grandes ferramentas do autor, que conta a história de um casal de "perdedores" competindo numa maratona de dança durante a depressão americana. A narrativa fica presa ao salão de dança quase o tempo todo, mas não aborrece nem cansa, transmitindo uma aura de claustrofobia e de fatalidade que te deixam meio atordoado quando o livro acaba. A velocidade na qual a história é contada também é importante e, apesar de se passar nos anos 30, ao som do foxtrot, o desespero dos competidores poderia muito bem transcorrer ao som de algumas das vertentes do Heavy Metal (black, death, thrash, splatter, whatever metal...).

Já o segundo, "Pergunte ao pó", de John Fante, é a história de um tal de Arturo Bandini, que está em Los Angeles tentando se firmar como escritor e que, em seu caminho rumo à concretização daquilo que imagina seu destino, esbarra nas mais estranhas e singulares figuras e nas mais estapafúrdias situações, dignas de um romance de formação com alma "beat" (apesar de ser anterior ao movimento). O personagem principal do romance corre pelas ruas da cidade sem dinheiro, sem experiências e fica sempre sonhando com grandes sucessos editoriais e devaneando e ensaiando, como todo jovem artista, sobre o que dizer nas grandes entrevistas que (talvez) nunca venha a dar. E para não sair do "mote" do texto, o livro pode ser lido como quem ouve uma boa trilha sonora daqueles filmes velhos que passam no Telecine Classic ou no TCM.

Só para terminar: a versão do livro do McCoy que li é uma tradução do Erico Verissimo, do Círculo do Livro, que eu achei num sebo; existe uma tradução mais nova publicada pela Sá Editora, sob o título "A noite dos desesperados" (que é o título em português do filme baseado no livro, dirigido por Sydney Pollack, com Jane Fonda no elenco, lançado em 1969, e que eu não assisti, ainda). O livro do Fante foi relançado pela José Olympio e pode ser encontrado, como dizem os reclames, nas melhores livrarias (também existe em filme, com a Salma Hayek e o Colin Farrel).
That's all folks...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sem nada mais para o momento...

Olá, pessoas, indivíduos, cidadãos e criaturas (deste planeta ou não) visitantes. Pensei em várias frases marcantes para a "inauguração" desse blog, mas muitas já foram utilizadas ("Here's Johnny...", "Adoro o cheiro de napalm pela manhã...", "Hoje é um bom dia para morrer...", "Senhorita Fuzzibeeeeeee...", "Bommm-diaaa Vietnã...", "Puta que pariu! - disse a madre superiora...", "It's a cookbook..." "Soylent Green is people!!!!" etc.). Então, depois de muito pouco brainstorm, decidi pelo bom e velho comando: Let the be rock..............................que iniciem-se os trabalhos.