Pois e, pois e.......
Mais alguns dias e a odisseia nova-iorquina vai para a cucuia. Fazer o que?
Ontem, assim que deixei esta birosca (uma mistura de banca de revistas, tabacaria, cyber-cafe...) e me dirigia ao metro mais proximo, uma surpresa: um sujeito desesperado aparece da esquina, correndo feito doido, com um tira (the New York Finnest) colado no vacuo. O maluco entrou com tudo no meio da terceira avenida (fodam-se os carros) mas foi capturado antes de alcancar o outro lado. Infelizmente, ate tirar a camera do bolso e liga-la, ja tinha perdido a perseguicao, mas filmei o cara sendo algemado, de cara no chao.
Foi realmente inusitado, e causou certa comocao nos transeuntes. Um sujeito a meu lado disse que fazia muito tempo que nao presenciava algo do tipo.
Apos a pausa cinematografica adentrei as instalacoes do metro e fui direto para o Museu de Historia Natural, que tem uma entrada que fica na propria estacao do metro.
Depois de algumas horas percorrendo o museu (e puto porque algumas das melhores partes estavam interditadas para um "private event"), tirando fotos e tentando evitar as lojas espalhadas estrategicamente (tem tanta coisa legal que da para pirar) tomei novamente o metro e fui em direcao ao evento da noite: The Buddy Rich Memorial Concert.
A bagaca seria no Hammerstein Ballroom, na rua 34, mas simplesmente nao havia uma placa indicando o local exato; tive de deduzir que era no Manhattan Center, what the hell......
Cheguei cedo para fazer o reconhecimento da area e enquanto esperava conheci um sujeito que, pelo jeito falastrao (ele que veio puxar papo), pela cara e pelo sobretudo, devia ser italiano, ou melhor, descendente de italianos.
O sujeito, Bob, tinha cara de mafioso e chegava a ser caricato; mas nao como um chefao, gordo e suarento, ele era magro e mais parecia aqueles capangas, mafiosos de segundo escalao, que saem para cobrar protecao dos incautos.
Conversa vai, conversa vem, ele me apresenta a esposa e o filho adolescente. O Bob disse que tocava bateria e conhecia metade dos musicos de Nova York, mas estava parado ha algum tempo. A esposa, Martha, era do Arizona e, pasmem, havia se graduado em Lingua Espanhola, com segunda opcao em Portugues. Havia algum tempo que nao falava em portugues, mas ainda lembrava alguma coisa.
Depois de muita conversa jogada fora, deixaram-nos entrar e parti para encontrar meu lugar comprado com antecedencia, bem caro, alias, e, para minha estupefacao, era simplesmente o pior lugar da casa: havia uma coluna entre meu assento e o palco. Puta que pariu...
O lugar era num camarote, na lateral da plateia. Em tese, era um otimo lugar, pois o palco deveria estar a poucos metros dali, contudo, o palco havia sido recuado para que coubessem mais cadeiras em frente ao mesmo. Resultado: a galera dos camarotes se fudeu.
Um americano que estava com o filho ficou puto e foi reclamar com o gerente do muquifo. Um casal de americanos, quando ficou sabendo que eu era do Brasil e tinha ido ate la so para ver o show (mentira, e claro) se dispos a trocar de lugar comigo, mas recusei. O gringo que tinha ido reclamar voltou com boas noticias: nao dera lotacao esgotada, entao, quem quisesse descer e procurar um lugar vazio na plateia, estava liberado. Obviamente desci.
Arrumei um lugar decente e esperei o show.
Comecou com Tommy Igoe, batera de jazz, tocando alguns numeros com a big band. Depois, entrou John Blackwell, um negao que detonou com tudo, tocando rapido e bem pesado, ralmente muito bom. A seguir, um ganhador de um concurso de bateria que esqueci o nome, boa performance. Apos rapida arrumacao, o negocio comeca a ficar serio: Terry Bozzio vem com Efraim Toro na percussao e bota pra fuder. Incrivel, e mais incrivel ainda ver o Bozzio num kit de tamanho relativamente normal.
Apos um pequeno intervalo, o neto do Buddy Rich chea para mostrar servico: toca bem, mas nao da pra comparar com o resto da gang.
Surpresa na noite: Peter Erskine aparece de repente e brida a plateia com uma performance rapida.
Em seguida, Chad Smith, do Red Hot Chilli Peppers, aparece para uma versao big band de Dani California, seguida de uma inimaginavel versao de Hocus Pocus, do Focus. Excelente.
Mais um numero e entao Chad Smith cede lugar ao mais esperado baterista da noite: Mr. Neil Peart.
O senhor Peart tocou quatro musicas, tres musicas do repertorio do Beddy Rich e encerrou a noite com YYX estilo big band. That`s a perfect night...
Apos o show, que terminou por volta das 23h30, apanhei um pouco mais do metro (esperei bastante por um trem que so passa ate as 23) e consegui chegar ao hotel (comida tailandesa para rangar no quarto e duas latas de coca-cola).
Hoje devo ir ate o Harlem, ate o Minton`s Playhouse, e pegar um showzinho de jazz.
Mas isso e para a noite, agora vou perambular por ai, depois de comer um shrimp creole no Joe Junior Restaurant, na rua 16 com a terceira avenida.
See ya...
Oam Patapai
domingo, 19 de outubro de 2008
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Um comentário:
NEIL PEART se fez presente em sua miserável e até aqui pouco útil existência!!!!
Arrependei-vos, pois, da impureza do passado, para trilhar os caminhos do Xanadu.
CARAAAAAAAAAAAAALHO, MOLEQUE!!!! VOCÊ OUVIU E VIU DEUS!!!!!!!!!!!!
SHIT!!!
(tá me roubando os porta-copos ou não???!!!)
take care!
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